A todos os utilizadores de aplicações de mobilidade em Portugal,
Esta carta é para vós.
É para quem, todos os dias, utiliza plataformas como Uber, Bolt e outras para ir para o trabalho, regressar a casa, cumprir compromissos, chegar ao aeroporto ou encontrar uma alternativa prática de deslocação.
O ProTVDE dirige-vos esta mensagem com respeito e frontalidade, não para vos apontar o dedo, não para criar distância entre utilizadores e profissionais, não para gerar desconforto gratuito, mas para afirmar uma realidade simples:
A qualidade de uma viagem não depende apenas da aplicação. Depende também do comportamento dentro da viatura, do respeito pelo espaço e da consideração por quem conduz e por quem viajará a seguir.
Quando um utilizador entra num veículo TVDE, procura naturalmente segurança, conforto e confiança. Esses elementos são legítimos. Mas importa compreender que esses mesmos elementos dependem de condições concretas e de uma colaboração mínima entre todas as partes envolvidas.
A viatura que vos transporta não é apenas um meio de deslocação temporário. É também um espaço de trabalho, um ambiente de responsabilidade profissional e um veículo que, ao longo do dia, transporta sucessivamente várias pessoas.
Isso significa que o estado em que cada utilizador encontra o carro influencia diretamente a sua experiência, mas também significa que o estado em que o deixa terá impacto no passageiro seguinte e no trabalho do motorista.
Por isso, importa dizer com clareza:
Respeitar o interior da viatura é respeitar o serviço, o profissional que o assegura e o próximo utilizador.
Nesse sentido, deixamos um apelo simples, razoável e inteiramente compatível com um serviço moderno e respeitador.
- Evitem transportar bebidas abertas dentro do veículo.
- Evitem comer no interior da viatura.
- Não fumem durante a viagem.
- Contribuam para um ambiente limpo, tranquilo e respeitador.
Estes cuidados não são excessivos. Não são caprichos. Não são exigências sem fundamento.
São comportamentos básicos de civismo, ligados à higiene, ao conforto, à preservação da viatura e à qualidade global do serviço. Uma viatura limpa e devidamente preparada para a próxima viagem não é um detalhe menor. É parte integrante da experiência que todos esperam encontrar.
Também a segurança depende de pequenos comportamentos. Um ambiente interior calmo, limpo e ordeiro ajuda o motorista a manter a atenção, reduz fatores de perturbação e favorece uma viagem mais estável para todos.
E o conforto não se mede apenas pelo tempo de espera, pela rota ou pela temperatura do ar condicionado. Mede-se igualmente pela limpeza, pelo ambiente interior, pelo respeito mútuo e pela forma como cada utilizador compreende que está a utilizar um serviço profissional, humano e sucessivo.
Mas também é preciso dizer outra verdade, com igual seriedade:
A colaboração dos utilizadores ajuda a proteger a dignidade do serviço.
Quem conduz precisa de trabalhar com condições mínimas de estabilidade, limpeza e respeito. Quem entra no veículo a seguir tem o direito de encontrar um espaço cuidado. E quem utiliza estas plataformas beneficia diretamente quando existe uma cultura de maior civismo dentro da viatura.
Os utilizadores não são adversários do setor. São parte integrante dele. E precisamente por isso podem contribuir muito para uma mobilidade mais equilibrada, mais consciente e mais humana.
Durante demasiado tempo, muitas dimensões do serviço foram tratadas como se dependessem apenas da tecnologia, do preço apresentado ou da rapidez da recolha. Mas a realidade é mais séria do que isso.
A mobilidade é uma experiência humana. E uma experiência humana de qualidade exige também responsabilidade humana.
É precisamente por isso que esta carta também é um convite.
- Um convite ao respeito pelo espaço interior da viatura.
- Um convite à colaboração com quem trabalha diariamente na estrada.
- Um convite ao civismo dentro de um serviço partilhado e sucessivo.
- Um convite a compreender que pequenos gestos fazem grande diferença na qualidade da viagem.
O utilizador tem o direito de exigir segurança, conforto e qualidade. Mas também pode ajudar a preservar essas mesmas condições com comportamentos simples, corretos e responsáveis.
O ProTVDE acredita que uma mobilidade mais séria não depende apenas de plataformas, tecnologia ou regras formais. Depende também da consciência prática de quem conduz e de quem utiliza.
Esta carta não é contra ninguém. É a favor do respeito. É a favor da higiene. É a favor do conforto. É a favor da segurança. É a favor de um setor mais consciente, mais humano e mais colaborativo.
A todos os utilizadores, deixamos esta mensagem com convicção:
Respeitem a viatura como espaço de trabalho.
Respeitem o motorista como profissional.
Respeitem o próximo passageiro que utilizará o mesmo veículo.
Respeitem o serviço que desejam encontrar com qualidade.
Respeitem a mobilidade como relação humana e não apenas digital.
Continuem a exigir qualidade. Continuem a valorizar segurança e conforto. Mas ajudem também a proteger essas condições com atitudes compatíveis com o civismo que um serviço desta natureza exige.
O futuro da mobilidade não depende apenas da inovação tecnológica. Também depende da maturidade coletiva de quem dela faz parte.
E essa consciência também precisa de crescer.
O ProTVDE continuará a estar presente com informação, reflexão e sentido de responsabilidade, porque acreditamos que um setor mais forte também se constrói com utilizadores mais conscientes, mais respeitadores e mais comprometidos com a qualidade do serviço que utilizam.
A estrada exige muito. Mas o respeito mútuo também exige presença, cuidado e consciência.
Com respeito institucional,
ProTVDE
Movimento Cívico Independente do setor TVDE
Nota institucional: A presente carta aberta constitui uma tomada de posição institucional do ProTVDE, Movimento Cívico Independente do setor TVDE, elaborada no exercício da sua missão cívica de informar, sensibilizar e contribuir de forma séria, responsável e construtiva para uma mobilidade mais segura, confortável, respeitadora e sustentável em Portugal.
Cláusula editorial: O ProTVDE adota uma linha editorial assente na boa-fé, no interesse público, na prudência redacional, no respeito institucional e na responsabilidade comunicacional, permanecendo disponível para revisão, atualização, esclarecimento ou acolhimento de contributos relevantes que reforcem a verdade factual e a utilidade pública dos conteúdos publicados.